Quais são as diferenças entre os benefícios legais e espontâneos? Entenda aqui

A criação de um pacote de remuneração sólido e atrativo deve ser uma iniciativa muito bem estudada pelo RH. Entre os aspectos a serem observados, as diferenças entre benefícios legais e espontâneos não podem ficar de fora da pesquisa. Afinal, esse é um tema que envolve as leis trabalhistas, o orçamento e a imagem da organização, entre outros fatores.

Para ajudar sua gestão de pessoas a tomar a decisão certa na hora de estruturar o plano de vantagens corporativas, explicamos neste artigo a dinâmica dessas duas classes de benefícios. Além disso, vamos falar o que deve ser levado em consideração ao montar a estratégia. Continue a leitura e confira!

O que são benefícios legais?

Os benefícios legais, que também são chamados de compulsórios, são aqueles impostos à empresa pela lei trabalhista. Isso significa que, mais do que vantagens oferecidas aos colaboradores, esses itens fazem parte dos direitos dos funcionários e não podem ser negados.

Fazem parte desse grupo o 13º salário, as férias remuneradas, a contribuição ao FGTS e o vale-transporte com desconto de no máximo 6% do salário. Os trabalhadores também têm direito à licença maternidade ou paternidade e a um seguro contra acidentes de trabalho.

Diferenciar os benefícios legais dos espontâneos é fundamental para não ficar em falta com a lei e tornar a organização suscetível a processos e reclamações. Além disso, apresentar benefícios obrigatórios como se fossem um diferencial é algo negativo para a imagem da empresa frente aos talentos do mercado.

O que são benefícios espontâneos?

Já os benefícios espontâneos são aqueles que a própria empresa decide garantir aos colaboradores. A corporação pode fazer isso como uma forma de valorizar os profissionais, aumentar o poder de compra deles, proporcionar mais qualidade de vida e satisfação.

Além desses fatores, os benefícios espontâneos são uma excelente forma de atrair os melhores talentos do mercado. Como a mão de obra qualificada está cada vez mais escassa, a organização que apresenta mais atrativos com certeza se torna mais competitiva, conseguindo boas contratações e bons índices de retenção.

Por conta das vantagens dessa iniciativa, a maioria das empresas cria um plano de benefícios mais sólido que vai além das obrigatoriedades. Os privilégios dados voluntariamente podem incluir plano de saúde e odontológico, trabalho em home office, acesso gratuito ou desconto em serviços como academias, cursos e restaurantes, entre outros já mencionados aqui no blog.

Como escolher os benefícios legais e espontâneos?

Agora que você já entende as diferenças entre benefícios legais e espontâneos, que tal algumas dicas para montar um plano de vantagens que seja completo e una os dois modelos com eficiência? Veja nossas sugestões.

Entenda a fundo a lei trabalhista

Um dos pontos primordiais para acertar na construção de um plano de remuneração é observar a fundo a lei trabalhista e entender todas as vertentes que ela apresenta. Algumas particularidades vão exigir medidas especiais da sua empresa.

Por exemplo, uma corporação com mais de 300 funcionários deve ter um refeitório no prédio. Em relação ao vale-transporte, o colaborador pode optar por receber ou não o benefício, dependendo de sua distância do trabalho ou do uso de um transporte próprio.

É necessário ter atenção também aos acordos sindicais, que podem trazer obrigatoriedades para grupos específicos de profissionais que atuam na corporação. Esse estudo cuidadoso vai evitar erros e problemas judiciais.

Confira o orçamento da empresa

Mais uma dica na hora de escolher os benefícios legais e espontâneos é analisar o orçamento disponível. Os recursos devem ser conduzidos primeiramente para as questões obrigatórias e, em seguida, deve-se pensar em como usar os valores com máximo aproveitamento para gerar satisfação dos funcionários.

Mesmo que o orçamento seja baixo, o RH pode buscar alternativas para oferecer benefícios voluntários aos colaboradores. Optando por mudanças na política interna que facilitem o dia a dia dos profissionais ou mesmo fazendo parcerias com outras empresas, é possível garantir melhorias que vão atrair e reter talentos.

Descubra as preferências dos colaboradores

Algo primordial é entender quais são os benefícios que realmente interessam às pessoas que trabalham na corporação. Pouco vale investir recursos em um serviço que não vai trazer o retorno de satisfação esperado pelo RH.

Por isso, uma pesquisa organizacional deve ser conduzida antes da estruturação do pacote, assim como um mapeamento dos perfis dos colaboradores. Dessa forma, o setor usa o orçamento com mais eficiência e garante o ROI esperado.

Divulgue um pacote de benefícios atrativo

O planejamento do pacote de benefícios deve envolver um estudo das equipes, do mercado e das possibilidades mais vantajosas para a empresa. Depois de definir quais benefícios legais e espontâneos serão oferecidos, é necessário criar regras claras para a concessão de cada serviço, evitando enganos e problemas futuros.

Por fim, é hora de investir na divulgação do pacote para os profissionais. Esse é um momento importante, já que a estratégia deve visar o engajamento das equipes nessa novidade. Ainda é necessário usar esse fato como destaque nas vagas de emprego, fomentando o interesse dos melhores talentos e favorecendo o recrutamento.

Conte com uma consultoria

Evitar os erros na escolha e implementação dos benefícios legais e espontâneos é essencial para poupar tempo e recursos financeiros. O melhor caminho para não cair em armadilhas legais ou ter um baixo índice de aproveitamento do plano é contar com uma consultoria especializada na gestão de benefícios.

Empresas especializadas conseguem otimizar o orçamento de RH, fazendo uma análise cuidadosa do cenário corporativo e conduzindo a estruturação do pacote de benefícios de maneira eficiente. Assim, você pode esperar os melhores resultados para essa estratégia.

Esperamos que este conteúdo tenha ajudado você a entender a dinâmica dos benefícios legais e espontâneos, quais são suas diferenças e como cada um se insere na política organizacional. Agora seu RH tem todas as informações para implementar um bom plano de benefícios de acordo com a lei e com as boas práticas da gestão de pessoas.

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