Política de benefícios

Política de benefícios: guia completo para montar na empresa

Como atrair os melhores talentos com tanta competitividade no mercado atual? Como manter os profissionais engajados e felizes na empresa? Como garantir a qualidade de vida atrelada ao trabalho? A política de benefícios se tornou uma resposta em comum para essas e outras perguntas que são frequentes no RH.

Mesmo que pareça fácil responder a essas questões, montar um plano de benefícios corporativos que gere resultados e ainda caiba no orçamento organizacional é, com certeza, muito mais desafiador. Planejar essa estratégia considerando os diversos aspectos envolvidos é uma das grandes missões da gestão de pessoas.

Para ajudar você e sua equipe, criamos este guia completo sobre o tema. Vamos mostrar a importância de uma política de benefícios e o passo a passo para montar uma sob medida para sua organização, além dos erros que devem ser evitados.

Quer ter uma visão panorâmica sobre esse assunto? Então continue a leitura e descubra todas as dicas que separamos para você.

O que é e para que serve uma política de benefícios?

Chamamos de política de benefícios o conjunto de regras, particularidades e estratégias que envolvem a concessão de benefícios corporativos por uma empresa a seus colaboradores. Além das obrigatoriedades em lei, cada organização tem o poder de decidir quais outras vantagens podem ser implementadas. Com uma boa gestão dessa área, o caminho seguido vai ser o mais efetivo para garantir bem-estar e satisfação dos funcionários.

Atualmente, a falta de um pacote de benefícios sólido pode gerar sérias desvantagens para uma empresa no mercado de trabalho. À medida que o cenário se tornou mais competitivo e a busca por profissionais qualificados tem se mostrado mais árdua, garantir diferenciais é essencial para conseguir atrair e reter talentos.

Uma das formas mais eficazes de agregar valor à imagem da marca empregadora é estabelecer uma cultura de valorização do capital humano. Isso é possível por meio de iniciativas como programas de desenvolvimento, planos de carreira, boas práticas e, é claro, uma política de benefícios atrativa.

No entanto, implementar essas vantagens sem ter um norte bem definido é um erro. Por isso mesmo, a gestão de benefícios nas empresas é uma área que vem ganhando cada vez mais força. Como você vai ver mais à frente, ela tem a responsabilidade de traçar um plano alinhado tanto com os objetivos corporativos quanto com os desejos dos funcionários.

Quais benefícios oferecer?

A primeira pergunta que o time de RH faz ao começar a pensar em pacotes de benefícios é quais serão as vantagens que vão compor o plano. Afinal, as possibilidades são muitas e vão muito além do tradicional plano de saúde. Veja a seguir o que pode integrar o seu pacote.

Benefícios obrigatórios em lei

Não podemos começar essa lista sem lembrar dos benefícios que são obrigatórios pela lei brasileira. Vale-transporte, férias remuneradas, 13º salário e FGTS são algumas das obrigatoriedades que não podem ficar de fora da sua gestão.

Elas não devem ser consideradas como uma vantagem oferecida pela empresa, mas como um cumprimento das normas. Também é preciso observar convenções sindicais que muitas vezes exigem outros benefícios.

Plano de saúde e plano odontológico

Entre os benefícios para funcionários mais populares estão o plano de saúde e o plano odontológico. Considerando os valores altos dos planos, muitas pessoas buscam empregos que garantam esse privilégio. Principalmente para profissionais que têm filhos ou quadros clínicos permanentes, oferecer um plano de saúde com certeza faz muita diferença na segurança e satisfação.

Vale-alimentação, vale-refeição e cesta básica

Vantagens relacionadas à alimentação também estão entre as mais cobiçadas pelos profissionais. Afinal, elas fornecem um alívio significativo no orçamento de cada um. Vale-alimentação, vale-refeição e cesta básica são as possibilidades nessa área.

Vale-cultura

O vale-cultura aparece como uma opção diferenciada e atrativa, principalmente para as gerações mais jovens de colaboradores. Por meio dele é possível garantir um valor mensal para uso em cinemas, teatros, museus e livrarias.

Previdência privada

Um plano de previdência privada, também chamada de previdência complementar, chama a atenção de muitos talentos do mercado. As leis atuais de aposentadoria deixam muitos profissionais inseguros, e ter uma reserva a mais para o futuro se tornou o alvo de muita gente. Para adotar isso na política de benefícios, é fundamental fazer uma análise profunda dos planos e do orçamento interno.

Bonificações por produtividade e participação nos lucros

As bonificações financeiras também são interessantes para compor um pacote de vantagens. É preciso estabelecer um sistema sólido de recompensas por produtividade e definir o budget para esse tipo de programa. Além disso, é necessário considerar se esse tipo de benefício não vai gerar competitividade negativa no ambiente interno.

A participação nos lucros, em geral, é fixa para todos os colaboradores e se torna uma forma clara de mostrar que os profissionais participam e recebem diretamente pelo sucesso do negócio.

Parceria com clubes e academias

A qualidade de vida sempre precisa estar no centro de um plano de benefícios corporativos, e as parcerias com clubes e academias contribuem bastante para esse objetivo. Ao oferecer desconto ou gratuidade nesses espaços, a empresa incentiva os colaboradores a adotarem um estilo de vida mais saudável e com mais momentos de lazer e autocuidado.

Horário flexível e possibilidade de home office

É fundamental lembrar que a política de benefícios não precisa ser integrada apenas por vantagens de ordem financeira. Existem privilégios que a empresa pode oferecer que não custam nada e, ainda, servem de incentivo e fonte de satisfação.

Como exemplos podemos citar o horário flexível e o home office em alguns dias da semana. Com a flexibilidade de entrada e saída, o profissional pode cumprir sua carga horária com mais liberdade e evitar horários de pico no trânsito, por exemplo. Já o home office proporciona dias mais próximos da família sem deixar a produtividade de lado no conforto de casa.

Programa de desenvolvimento profissional

Ter um programa de desenvolvimento profissional interno também pode ser um benefício interessante, já que os profissionais sentem que a empresa está investindo no seu crescimento. Iniciativas como acesso a coaching e mentoria profissionais também são atrativas para recrutar os melhores talentos do mercado.

Desconto em creches e escolas

Quem tem filhos tem a constante preocupação de conseguir acesso a uma educação de qualidade. A empresa pode facilitar isso oferecendo desconto em instituições de ensino como creches, escolas e até universidades. Benefícios que integram a família dos colaboradores são sempre bastante atrativos.

Por que a política de benefícios é importante?

Entender a importância da política de benefícios para uma organização é o ponto de partida para traçar uma estratégia de sucesso. É necessário perceber que instituir esse tipo de plano é uma via de mão dupla, em que a empresa também recebe vantagens a curto e longo prazo. Confira a seguir por que adotar uma boa gestão de benefícios faz a diferença.

Estabelece regras para a concessão de benefícios

A falta de um padrão em qualquer tipo de processo corporativo costuma dar lugar a erros e confusões. Não é diferente com a concessão de benefícios. Sem regras bem estipuladas, pode haver mau entendimento por parte dos colaboradores e equívocos por parte do próprio RH, levando a problemas institucionais e até mesmo judiciais.

Implementar uma política para esse assunto traz a vantagem de ter regras claras e conhecidas por todos. É como estabelecer um manual em que a organização sabe quais benefícios podem ser dados, quanto cada um deles vai pesar no orçamento e se os funcionários terão ou não flexibilidade para escolher.

Aumenta a qualidade de vida dos colaboradores

Mais uma consequência positiva de ter um programa de benefícios consistente é contribuir para a melhora da qualidade de vida das pessoas que atuam na empresa. O RH e a gestão geral precisam perceber que o capital humano é o que há de mais valioso para a organização. Nada mais lógico que cuidar muito bem dele.

O trabalho não deve ser visto como um peso na rotina ou algo que é prejudicial para a saúde física e mental de um indivíduo. Ao implementar benefícios relacionados à saúde e ao bem-estar, é possível mostrar um interesse genuíno da empresa em favorecer uma rotina saudável e mais leve.

Passa a ser um atrativo no recrutamento

Atrair os melhores talentos do mercado tem sido um desafio? Ter uma boa política de benefícios pode favorecer bastante esse processo. O RH vai fortalecer a marca empregadora e chamar a atenção tanto dos profissionais disponíveis quanto daqueles que estão em organizações que não oferecem tantas vantagens.

A cultura de valorização de funcionários passa a ser uma parte da identidade corporativa. Os próprios colaboradores se tornam mais satisfeitos e viram promotores da empresa frente aos colegas de profissão, gerando uma repercussão positiva na sua região de atuação.

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Contribui para equipes mais engajadas e produtivas

Bons planos de benefícios geram um aumento dos níveis de satisfação e identificação dos colaboradores com a empresa. Isso com certeza traz um retorno extremamente positivo que pode ser visto nos indicadores adotados pelo RH.

Profissionais que têm melhor qualidade de vida e estão engajados com a organização apresentam melhores resultados de produtividade. As equipes trabalham mais motivadas, unidas e focadas nos resultados corporativos. Ao mesmo tempo, é possível ver a redução dos índices de absenteísmo e presenteísmo, que são preocupantes no cenário empresarial.

Aumenta a retenção de talentos

Outro índice que está sempre na mira do RH é o de retenção de talentos. A alta rotatividade de funcionários é extremamente prejudicial para a saúde financeira e produtiva da empresa. Por isso, existe uma constante busca por formas de reduzir o turnover.

A política de benefícios também gera efeitos nesse sentido, já que os colaboradores criam uma relação de maior afeto com a empresa por conta do senso de valorização. Eles conseguem identificar que a atuação está atrelada a uma boa qualidade de vida e, assim, têm mais motivos para uma jornada longa na corporação.

O que considerar ao montar uma política de benefícios?

Agora que você descobriu como sua organização também se beneficia ao implementar um pacote de benefícios, é hora de entender como o RH pode chegar a uma boa estratégia. Existem alguns fatores que devem ser considerados antes de definir quais benefícios daquela lista serão adotados. É disso que vamos falar a seguir.

Entenda o perfil organizacional

Se existe um fator que afeta significativamente o sucesso de uma política de benefícios é o alinhamento dela com o perfil dos profissionais que atuam na empresa. Imagine oferecer descontos em creches e escolas para uma equipe formada majoritariamente por jovens solteiros? Isso não impactaria em nada na realidade deles e não teria o efeito esperado.

Por isso, se faz necessária uma análise consistente do perfil dos colaboradores, assim como um estudo das gerações que compõem o ambiente de trabalho. A maioria das empresas vive hoje uma mescla das gerações X, Y e Z, com cada uma delas tendo preferências e expectativas diferentes.

Realize uma pesquisa com colaboradores

Para ter uma visão ainda mais correta das necessidades e desejos dos funcionários, distribuir uma pesquisa de opinião é uma excelente iniciativa. As sugestões sobre benefícios podem ser dadas de forma anônima, e é possível até mesmo que haja uma votação sobre alguns privilégios mais requisitados.

Observe a concorrência

O RH também pode considerar em seu estudo quais são os benefícios corporativos que empresas concorrentes estão implementando. Para organizações menores, se inspirar nos maiores players do mercado pode trazer bons insights e aumentar a competitividade na hora de recrutar talentos.

Analise a viabilidade financeira

É claro que o orçamento corporativo precisa ser considerado. De nada adianta traçar uma política de benefícios sem antes saber se a empresa poderá arcar com ele. Por isso, essa questão deve ser estudada logo de início, para dar base às decisões que serão tomadas ao longo do processo de pesquisa e implementação.

Priorize a qualidade de vida

Algo que não pode sair do foco da gestão de pessoas ao pensar em uma política de benefícios é a qualidade de vida. Ela é mensurada englobando fatores como ambiente corporativo saudável, saúde física, mental e financeira e senso de realização pessoal. As medidas propostas devem sempre ter em vista o aprimoramento desses aspectos na vida dos profissionais.

Como estruturar a política de benefícios?

Já entendeu as possibilidades de benefícios, considerou todos os fatores necessários e agora quer começar a estruturar a política da empresa? É hora de entender o passo a passo para formular uma estratégia que gere satisfação e bem-estar para seus talentos. Veja abaixo nossas dicas.

Escolha o modelo do programa de benefícios

Sua ação deve começar pela definição do modelo de programa mais adequado para a realidade da sua organização. É possível adotar um plano fixo, em que todos os funcionários recebem o mesmo benefício. Isso é ideal para equipes que têm um perfil similar, com as mesmas preferências. Assim, as escolhas vão atender e satisfazer todos.

A outra opção é implementar um programa flexível. Nesse caso, cada colaborador tem a oportunidade de escolher alguns benefícios diante de um número mais amplo. Cada um pode optar pelo que mais vai agregar à qualidade de vida pessoal e da família.

Faça contato com os parceiros e fornecedores

Mais um passo importante é buscar orçamentos dos fornecedores e parceiros que ajudarão a compor sua política de benefícios. São empresas terceirizadas como provedores de vale-alimentação e cesta básica, academias que podem oferecer desconto, instituições de educação e até mesmo coworkings onde salas podem ser alugadas para ficar à disposição dos profissionais.

Separar tempo para orçar esses valores vai garantir que o RH otimize os recursos disponíveis e consiga mais benefícios interessantes para as equipes.

Defina indicadores que serão acompanhados

O planejamento de uma estratégia sempre deve incluir a definição de indicadores que serão acompanhados ao longo do tempo. São eles que vão mostrar se o RH fez as escolhas certas e se o uso dos benefícios pelos profissionais está gerando qualidade de vida, satisfação e melhor desempenho no dia a dia. Alguns indicadores que podem ser acompanhados são:

  • Retorno sobre o Investimento (ROI);
  • satisfação dos colaboradores (ENPS);
  • custo por aquisição de novos talentos;
  • retenção de talentos;
  • produtividade.

Divulgue o programa e as regras de forma clara

Mais um passo importante para uma implementação perfeita de uma política de benefícios é a divulgação entre os funcionários da empresa. Esse tipo de iniciativa deve ser promovido ao máximo, afinal, trata-se de agradar os colaboradores e gerar engajamento em relação à marca empregadora.

Ao fazer essa divulgação, é importante ter clareza e transparência em relação às regras que foram estabelecidas, para que não existam dúvidas e confusões. Além disso, essas explicações devem se tornar parte do onboarding de novos profissionais.

Quais erros evitar ao montar a política de benefícios?

Para complementar nossas dicas para uma implementação de sucesso, separamos alguns erros na gestão de benefícios que o RH precisa evitar ao máximo. Veja só!

Descumprir as leis de benefícios obrigatórios

É fundamental que as empresas que querem se destacar no mercado e evitar problemas com a Justiça do Trabalho sigam fielmente as leis de benefícios obrigatórios e cumpram com os acordos sindicais.

Junto a isso, é importante que esses benefícios impostos por lei não sejam anunciados como vantagens extras dadas pela organização. Afinal, são pré-requisitos para a contração. Ignorar isso pode prejudicar a imagem da corporação e gerar insatisfação entre colaboradores e candidatos.

Ignorar as necessidades dos colaboradores

Adotar um pacote de benefícios que não esteja alinhado às necessidades dos profissionais da empresa é outro erro que você não deve cometer. Fazer isso, além de ser um desperdício dos recursos corporativos, passa aos colaboradores a imagem de que eles não são ouvidos e nem compreendidos pela gestão. Por isso as pesquisas de opinião e a análises dos perfis são tão importantes na etapa de planejamento.

Não consultar o orçamento da empresa

Podemos reforçar que a falta de uma consulta prévia ao orçamento da organização pode fazer com que o planejamento seja feito em vão. O melhor é fazer as buscas com os recursos disponíveis já em mente. Além disso, é importante lembrar que, mesmo com um orçamento enxuto é possível encontrar formas de oferecer benefícios atrativos.

Por que contratar uma consultoria especializada?

Estamos chegando ao fim do nosso guia sobre política de benefícios corporativos. Depois de ter uma visão ampla sobre como acontece a construção de um programa eficiente e satisfatório, você pode ainda se perguntar se seu RH tem o tempo e o know-how necessários para alcançar os melhores resultados.

Essa é uma dúvida comum e, por isso, muitas organizações optam por contratar uma consultoria de benefícios. Esse tipo de empresa atua em parceria com o setor de Recursos Humanos, oferecendo um olhar especializado e se tornando responsável por conduzir todo o processo de análise e implementação.

Entre as grandes vantagens de terceirizar a gestão de benefícios, podemos citar o aumento de chances de uma resposta satisfatória por parte dos funcionários. Como o trabalho começa com uma análise detalhada do cenário, o entendimento profundo do perfil dos profissionais e de suas preferências dá origem a um pacote bem direcionado e atrativo.

Essa parceria também maximiza o retorno sobre investimento na iniciativa, afinal, reduz as chances de erros e de gastos desnecessários ao longo do processo. Por fim, o time de RH também tem o benefício de não precisar concentrar recursos de tempo e de pessoal — muitas vezes escassos — nessa atividade, podendo continuar focado nas demandas estratégicas da gestão de pessoas.

Esperamos que este conteúdo tenha sido útil para você! Nosso intuito foi mostrar de forma completa todos os fatores, possibilidades e exigências que envolvem a construção de uma política de benefícios. Adotar pacotes de vantagens é cada vez mais essencial para empresas que querem ganhar destaque no mercado e reter os melhores talentos por meio da qualidade de vida. Agora você já sabe como trilhar esse caminho e quais são as ações que vão aumentar suas chances de sucesso nessa iniciativa.

A N/Care Solutions é uma consultoria especializada na gestão de benefícios. São mais de 30 anos de experiência em levar as melhores soluções às empresas. Entre em contato com nossa equipe e descubra como podemos desenvolver um plano sob medida para sua organização e seus colaboradores.

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