Afinal, quanto custa um funcionário para a empresa?

Quanto custa um funcionário? Se você está pensando em abrir uma empresa e nunca pensou sobre esse fato, temos um recado para você: pense. Não é incomum que, quando se analisa ter uma equipe, a ideia de gastos gire em torno apenas do salário. Alguns empreendedores, já precavidos, também consideram os custos adicionais como vale-alimentação e transporte.

Porém, apesar desses custos serem parte do que representa ter um funcionário, há uma série de outros encargos que fazem uma grande diferença na hora de contratar.

É sobre isso que falaremos neste texto. Agora, você saberá qual é o custo real de se ter um funcionário. Continue a leitura!

Por que é importante entender quanto custa um funcionário para a empresa?

Como explicamos, o custo de contratar alguém não fica só no salário; para se ter uma ideia, os encargos a mais são tantos que podem até dobrar o valor inicial. Uma empresa que não faz o cálculo direito, avaliando todas as despesas adicionais, tem grandes chances de não conseguir sustentar esse investimento.

E é preciso deixar bem claro que contratar alguém é um investimento, principalmente de médio a longo prazo. Porém, o retorno pode demorar e, até lá, para que a companhia cumpra os preceitos legais, é preciso que ela arque com todas as despesas de se ter um funcionário. 

Além disso, conhecer os custos reais ajuda a empresa a se programar e a estimar quantos colaboradores são realmente necessários, planejando uma estratégia que não impeça o negócio de crescer e garanta o melhor custo-benefício.

Como é possível fazer esse cálculo?

Inicialmente, é preciso se ter em mente quais são os encargos além do salário. Para ter uma estimativa, a remuneração equivale a 30% do custo real, o resto é a junção de todas as despesas, como impostos e benefícios. Esses custos não ficam restritos aos empregadores; os trabalhadores também arcam com algumas porcentagens que, muitas vezes, são descontadas diretamente na folha de pagamento.  

Quais são os encargos envolvidos?

Para esclarecer de uma maneira mais detalhada, separamos os gastos de acordo com a sua categoria para você entender. Conheça a seguir os principais custos de ter um funcionário. Continue!

Vale-transporte e auxílio-alimentação

Certamente os principais custos analisados na hora de contratar um funcionário sejam o vale-transporte e o vale-refeição. O primeiro é uma contribuição calculada pelo preço da passagem usada pelo trabalhador. Em nosso exemplo usaremos o valor de R$4,50, pois é a média no Brasil. Como a passagem é de ida e volta, dobramos esse valor e multiplicamos pelo número de dias úteis do mês (sem os fins de semana). Assim, temos:

9,00 x 22 = 198,98

O montante de 6% desse valor fica a cargo do contratado, ou seja, R$ 11,93.

Já no caso do auxílio-alimentação, o preço é estimado de acordo com o sindicato da categoria do empregado, sendo o valor médio brasileiro de R$ 16,44 por dia. Logo, multiplicamos pelos 22 dias do mês, totalizando R$ 361,68. Como o empregado deve arcar com 20% desse valor, cerca de R$ 72,33, restam R$ 289,34 para a empresa pagar.

Além desses custos, há as obrigações ligadas a convenções coletivas, como seguro de vida, plano de saúde, programa de qualificação, e todas são pagas pela empresa, o que dá em torno de R$ 65,00 mensais por funcionário.

Encargos sociais

Poucos sabem, mas os encargos sociais equivalem a um custo de 37% a mais sobre o valor do salário líquido. Nesse caso, 29% estão destinados à contribuição do INSS, e outros 8% pertencem ao FGTS. Além disso, existem alguns gastos vinculados a datas, como as férias e o décimo terceiro. O empregador precisa separar 8,33% todo o mês para conseguir pagar essas obrigações na sua totalidade.

Custo por regime tributário

De maneira geral, as despesas relacionadas aos encargos foram apresentadas no tópico anterior. Porém, dependendo do regime tributário escolhido pela empresa, elas podem ter um valor um pouco diferente, aumentando o custo para o empregador.

No Simples Nacional, por exemplo, não há obrigação de pagar os encargos do INSS patronal, nem o seguro acidente de trabalho, salário-educação e nem os valores destinados ao sistema S (SENAI, SESI, SEBRAE ou Incra). Logo, os encargos obrigatórios são:

  • férias: 11,11%;
  • décimo terceiro: 8,33%;
  • FGTS: 8%;
  • FGTS/Provisão de multa para rescisão: 4%;
  • previdenciário sobre 13º/Férias/DSR: 7,93%;

Já no caso do Lucro Real e Presumido, os valores são os mesmos, mas a eles ainda são adicionados:

  • INSS: 20%;
  • SAT (Seguro acidente de trabalho): 3;
  • salário educação: 2,5%;
  • sistema S: 3,3%;
  • previdenciário sobre 13º/Férias/DSR: 7,93%.

Outros custos

Por fim, licença-maternidade e licença-paternidade podem corresponder um custo de 1% sobre o salário, assim como os encargos sobre doenças e acidentes de trabalho, que também significam 1%.

Como é possível reduzir os custos na empresa?

Como vimos, existem uma série de custos para uma companhia conseguir contratar um funcionário, de forma que um salário de R$ 1.500,00 pode sofrer um acréscimo de cerca de R$ 1.338,99 a mais, totalizando R$ 2.838,99.

Dessa maneira, é importante que o negócio pense em mecanismos para se preparar na hora de contratar um colaborador e diminuir o impacto desses custos. Entre algumas estratégias, estão:

  • calcule o ROI: o retorno sobre o investimento é o percentual calculado entre aquilo que é gasto com algum investimento e quanto se teve de lucro ou prejuízo. Logo, é uma métrica muito importante para saber se a iniciativa trouxe resultado;
  • escolha o regime tributário certo: como vimos, o regime tributário acarretar custos diferentes, dependendo da escolha. Por isso, é importante saber em qual regime a sua empresa se enquadra. Um contador pode auxiliar a definir qual é o certo;
  • analise os custos não estratégicos: alguns gastos são capazes de gerar um bom retorno, como os benefícios para os funcionários que se transformam em motivação e, portanto, em mais qualidade no trabalho. Esses são os chamados gastos estratégicos. Por outro lado, há custos que estão relacionados a obrigações trabalhistas, como a contribuição sindical. O conselho aqui é investir mais em gastos estratégicos e tentar reduzir esses que não causam um impacto direto ao contratado.

Neste artigo, mostramos quanto custa um funcionário e apresentamos algumas das estratégias para diminuir alguns gastos relacionados. É importante lembrar que a contratação é um investimento e deve ser tratado como tal. Dessa forma, é importante que a empresa avalie bem as condições financeiras do período e não espere retornos imediatos. 

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